quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Memória Futura


Encostei a minha boca na tua fonte
Beijei os teus lábios meigamente
Entrei no teu ventre de veludo
E deixei uma semente.

Foste uma seara que cultivei devagar
Lavrei de amor no meu peito um infinito
Reguei esta morte lenta do desejo
E abafei em cada beijo o teu grito.

Seremos um livro velho da lavoura
De escritos de ter estado à tua beira
Dos passeios que demos de mãos dadas
E dos momentos em que foste companheira.

3 comentários:

Anônimo disse...

INVEJO-A.

flor de jasmim disse...

Invadi seu cantinho por uma dica da sua filhota, gostei demais do que li, tanto que me pôs a chorar, então vou voltar mais tarde para conhecer mais. Vi aqui a foto de S. Pedro de Moel e aquele riacho dos pirilampos que mexeu demais comigo,recordo uma casinha que lá existia á muitos anos, eu sou da Marinha Grande e conheço muito bem o som inconfundivél do nosso mar e os cantinhos encantadores da nossa mata.

Abraço

oteudoceolhar disse...

Diferente ... não consigo "enquadrar", as palavras. Li com outro sentir.