quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Vamos ver o mar

Vou contigo ver o mar
Nós e a saudade angustiante
Junto das ondas quero-te abraçar
Como quem abraça a amante.

És o segredo da minha alma
O amor que faz de mim um apaixonado
A chuva que me sossega e acalma
Quando por ti sou abraçado.

A noite tem o desejo do teu abraço
Eu sorrio iluminado pelo brilho da lua
Vagueio em silencio passo a passo
Pelas esquinas da minha rua.

Vou contigo ver o mar
Ele o teu coração de menina suaviza
Vamos na areia da praia passear
Para que te juntes na minha camisa.

sábado, 31 de outubro de 2009

Viana, ou a cor do mármore

Estive sentado numa mesa de sonho Viana
Falei dos meus pensamentos de todo o dia
Desejei abraçar-te esta noite na nossa cama
E amar-te no desejo que o teu olhar me pedia.

Eu falo como quem canta a alegria
Ali eu era o dobro das idades
Disse do coração tudo o que sentia
Recordando todas as mocidades.

Fui dizendo com muita sensação
As minhas palavras de mentiras mil
Deixando-as no ar cheias de emoção
De sabor a café servido pelo Gil.

Sentado ao meu lado de olhar com mágoa
De sorriso que conheço das sílabas que minto
Vai bebendo para sede que ali está uma água
E olhando o mármore Viana, o João Pinto.

Também na mesa e de cigarro na mão
Com a alma triste carregada de mel
Ia olhando o telefone com atenção
Sonhando com o que podia ouvir, o Rafael.

Não sei se ao Curral da Mula vou voltar
Mas agradeço esta amizade sentida
Com os patos vos deixo a chorar
Porque esta, é a minha vida.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Luar de cristal

Fazes parte da minha vida, do meu pensamento
És a mentira nas palavras que digo da razão
O sonho que me enche a alma de alento
O segredo que todos sabem e o meu coração.

Aqui caminho sozinho e comigo vais
Caminhamos lado a lado junto ao mar
Dizemos o amor em frases celestiais
Abraçados como sonho ali te beijar.

Lembro como te quis na noite escura
Que saudade que a vida não oferece igual
Deixa que te fale desse momento de ternura
Que Deus nos deu num luar de cristal.

sábado, 17 de outubro de 2009

As cigarras

Ao som das cigarras foste o meu abraço
Os meus beijos eram da mais terna fidalguia
As palavras de amor eram sobre o nosso laço
As minhas lágrimas eram do olhar que partia.

Depois chorei com uma promessa na mão
Junto a um rio que me levou o pranto ao mar
Foi a canção das cigarras um fado de desilusão
Na ponte da água que vai, não vou voltar a chorar.

É o mar o arquivo da minha memória
Das recordações dos teus lábios rosados
Somos nós que escrevemos a história
Que fala da paixão de dois namorados.

Sabes que as estradas por onde caminho
Ladeadas de pinhais com cigarras a cantar
Levam-me sempre para o meu cantinho
Sem a promessa de que me queres amar.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

A frase que nunca direi

Estas são as palavras sagradas
Que nunca de uma mulher ouvi
Falam de amor apaixonadas
Que podem ser ditas por ti.

O mar azul e fresco também as conhece
É a lua que lhe fala num momento sedutor
Guarda-as no coração como merece
Porque foram ditas pelo seu amor.

Nunca te vou estas palavras murmurar
Um homem apaixonado não as diz
Andarei pela areia junto ao mar
Até que elas me cheguem para ser feliz.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

As camas não falam

Há acordes de guitarra nesta noite de trovoada
A luz que ilumina o céu acorda os meus sentidos
A chuva tem a frescura das lágrimas da minha amada
Quando a felicidade a faz chorar entre gemidos.

A melodia que passa na noite trás á minha memória
Os passeios na areia da Leirosa junto ao mar
Eras tu a minha musa para fazer uma história
Se só comigo olhasses as gaivotas a voar.

Mulher minha amante de lábios de ternura
De corpo macio e cheiro a sentimento
Choramos os dois a minha amargura
E a tua cama chora o meu sofrimento.

Assim, guardo os dias que são hoje a saudade
Cinco sonhos de tantas noites da nossa paixão
Cerrados no meu peito não lhe darei liberdade
São os únicos das minhas lágrimas de emoção.

Esta noite florescem fantasias entre trovões
As nuvens deixam um perfume de bela flor
Sofro sozinho com as minhas recordações
O que tu não sofres pelo meu amor.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Sonhando

Entras no meu sono em sonhos de amor
O teu corpo surpreende-me junto ao meu peito
Suplico que acalmes o teu celestial labor
Que nos sonhos eu desejo ter no meu leito.

Continuo suspirando pela beleza da tua candura
As tuas mãos o meu corpo vão almejando
Surge uma aragem no meu sono que é a tua ternura
Deixo-me levar pela noite porque te estou amando.

Penso que o teu perfume está nas auroras
E contorço-me com o teu corpo entrelaçado
Não sei o tempo que nesta noite demoras
Sei que nós nos amámos num beijo partilhado.

sábado, 26 de setembro de 2009

Ondas do mar

Tenho momentos que desejo o silêncio afogar
Quando as ondas me enviam a sua ausência
Mantenho-me no areal impaciente junto do mar
Porque as ondas são o fresco da minha consciência.

O vento salgado avisa-me das marés vivas
Que levam e trazem ondas nas suas andanças
Podem banhar do seu perfume outras guaridas
De veleiros que sonham as suas esperanças.

Tenho momentos que desejo o silêncio afogar
Se não sei das ondas e a sua brancura
Olho o horizonte a ver a sua espuma a nadar
E se despejam em outras praias a sua ternura.

O vento salgado avisa-me das marés vivas
A calmaria do mar suaviza as minhas hesitações
Deixam no ar as gaivotas canções sentidas
Quando não sei das ondas das minhas emoções.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Fantasia

Tenho os sentidos a gemer de fulgor
Sei qual o caminho a percorrer e a sua orientação
Se estou a mirar o mar na procura do meu amor
As dores da espera sinto-as no coração.

O silêncio da memória afogo nas ondas do mar
Junto vão as lágrimas da minha esperança
Aqui sou o homem que nunca deixou de te amar
Que sempre acreditou que da chuva vem a bonança.

Tenho saudade dos teus lábios perfumados
Do amor da minha imaginação e a sua fantasia
Escrevo para os que aqui passam sempre amados
Nos momentos que sonhei, que era aqui que morria.