sexta-feira, 2 de março de 2012

O Vento é igual em todo o lado...

(Imagem estranha ao poema)

Na terra onde o frio a cara me gela 
Quando pelo canto o meu olhar espreita 
Eu fico à tua espera na janela 
Debruçado sobre o parapeito. 

Uns pelos outros vão surgindo 
Gente que não me conhece aqui 
As aves de todas as cores vão fugindo 
Enquanto espero por ti. 

Olhares que me desviam de quem passa 
Passam uns pelo prazer de caminhantes 
Aquando chegas tu que me abraça 
Numa união de amor de dois amantes.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

És o amor da minha emoção...

(Fotografia alheia ao poema)

Procuro palavras de tantas que já te dei
Foram ditas com tudo o que sentia
Falavam dos momentos em que te amei
E de me teres devolvido a magia.

O vento nosso amigo confidente
O mar que nos limpava as cicatrizes
O amor por um abraço ardente
O beijo que nos devolveu ás raízes.

Mulher minha vitima de sedução
Dos dias que chorei por não te ver
És o amor da minha emoção
O regaço onde quero morrer.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

A minha vida num rio...


 Eu, que sonho contigo que te quero tanto 
Que me abraces e me aqueças deste frio
Deves ser o meu amor como um manto
E me transformes a minha vida num rio.

Entre margens na água que vai vazante
Entre vales e montes em direcção ao mar
Escreve o nome do homem teu amante
Que deixa as planícies floridas a sonhar.

Meu amor da foz que desconheço
Entras no oceano dizendo-me adeus
És a eterna saudade que mereço
Que nas ondas vens aos lábios meus.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Há momentos...


Há momentos que têm sabor a nada
Enquanto existem são vazios de sonhos
Nada deixam a não ser o frio de Inverno
E um cheiro a naftalina de uma arca velha aberta.

Há momentos que só estou triste
Culpa da ausência das tuas palavras
Do som da tua voz no anúncio da esperança
Sílabas que fogem da tua boca com amor e paixão.

Há momentos que só o mar me entende
Na tua falta é ele que me abraça e estende no areal
É o mar que me sussurra palavras do meu destino
E me lava as lágrimas com o quente da sua espuma.

Há momentos que saem de dentro de nós
Saudades do gosto de um sorriso
No silêncio de um olhar que me ama
E dos beijos de sabor a pôr-do-sol.

Há momentos de momentos únicos
Como os que me acontecem contigo.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

O mar não sabe ler...


Sorrio para as palavras que quero beijar
Sem nada escrever neste areal branco
Nada me chega na brisa do mar
Apenas a maresia me cobre como um manto.

Rasgo na areia letras de amor acariciadas
É a vontade da imaginação criativa
São palavras vadias e amadas
Que divagam entre o nada sem vida.

Porque escrevo eu na areia molhada
Para quem me perco a escrever 
Quem é a mulher amada
Se o mar não sabe ler.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Nostalgia recuperada


Na falta de bonança vencia a prioridade
A vida era a luz do nosso umbigo
Lutávamos para vencer a saudade
Dos passeios à beira-do-mar comigo.

Da praia chegam pasmos do vazio
Que os meus olhos encontram no mar
Vai longe a silhueta de um navio
Que na areia eu acompanho a andar.

Não há saudade nem esperança ao passar do tempo
O Sol e a chuva alimentam a minha alma abandonada
Resta-me vir aqui para te olhar, é um passatempo
Praia linda da minha nostalgia recuperada.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

O teu mel


Junto ao mar da minha praia onde faz calor
Eu caminho na espuma com os meus anseios
Molho os pés no fresco do meu amor
Oceano que me abraça nos meus passeios.

És a naturalidade de um beijo escondido
Que o farol nos imagina amando
O penedo nos olha surpreendido
Por estar sozinho sonhando.

Esta saudade que sinto agora
No teu areal praia amiga de Moel
É de tristeza de ir embora
Levando nos lábios o teu mel.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

A Praça que não conheço...

Voa alto a gaivota em liberdade
Vai na direcção que só ela conhece
Eu percorro as ruas da minha cidade
Olhando o céu a ver o que acontece.

Não se avistam umas asas por cima do meu castelo
Para que daqui de baixo eu olhasse o teu voar
A tua passagem suave de corpo belo
E que posasses para eu te abraçar.

Hoje chove e faz vento na rua
Os beirais pingam os seus caiados
Os meus passos chapinham na água nua
Não sei se choro se tenho os olhos molhados.