quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Sorriso de menina

Esses sorrisos que não conheci
Com a inocência que era tua
A vida foram anos que eu vivi
De sonhos onde nunca te vi nua.

Queria tanto explicar esta existência
A saudade que não tenho de explicar
Dou palavras para a tua paciência
Nas minhas caminhadas junto ao mar.

Pudesse eu amor, dar-te a mão
E amassar-te o vestido de flores ao vento
Falava-mos hoje desses beijos com o coração
De tantos outros sorrisos sem ressentimento.

Mas eu escrevo frases do que hoje importa
Vou junto do barco de tantos molhes escrevinhar
Tenho de dar á minha alma o fechar desta porta
Porque ali a praia é limpa para eu te amar.

5 comentários:

Maria disse...

Escrever assim é respirar o (a)mar aí em frente...
(e o cheiro a sargaço)

beijo

mfc disse...

Porque é que sorrimos sempre que falamos dos nossos amores?!

Nilson Barcelli disse...

Cantar o amor desta maneira é lindo.
Gostei do poema, todo ele salpicado de suavidade e douçura. Parabéns.
Abraço.

oteudocoelhar disse...

Sinto-me...pura e simplesmente inebriada pela música, puro extase, pura envolvência...perdoa mas hoje quase nem consigo olhar as palavras...nem sei o que te diga. Ainda bem que a música pára, senão creio que me deixava estar...mas depois aí está ela de novo...gosto tanto do teu gosto, do teu gosto musical. Consegues imaginar quanto tempo passo aqui? Por vezes simplesmente como agora a ouvir...cada reticência poderia corresponder a segundos, minutos, horas...Já tinha lido o poema, mas como sabes, ao Sal não se vem para "despejar" comentários já feitos, ao Sal vem-se de alma e coração, de mente aberta ao sentir, ás tuas palavras, ao teu amor...o sentir passa pela lágrima ou até pelo sorriso de menina. Neste momento é o sorriso ao ler, que alguém algures também tem um sorriso de menina nos lábios ao ler as palavras que lhe dedicas...podes dizer que não conheces o sorriso mas aposto, que mil e uma vez nessas mil e uma noites imaginas...fechas os olhos e simplesmente imaginas, assim como o toque e o beijo, sonhos que moldam um corpo, que em sonhos amas...ontem adormeci e procurei ir ao encontro do mar, fechei os olhos e também eu procurei imaginar o que envolve a minha saudade...o mar O MEU, acho que vou divagar por aí, assim que o tempo o permita, vou passear á beira mar, vou sentar-me no banquinho. Foi esse o cenário sabes...parti da foto que colocaste no poema e fui até lá...o meu banquinho o MEU MAR. (Acho que se a música não para eu não paro e perco-me...e tu poeta, ainda adormeces)...Hoje sei que ainda voltarei, sei que venho em busca de novas palavras e se palavras não houverem...direi alguma coisa na mesma...porque hoje ainda volto para te deixar, um beijo n´oteudoceolhar ****

oteudoceolhar disse...

Para já palavras novas ainda não há...mas vim e deixo um beijo de parabéns Juda...