terça-feira, 11 de novembro de 2008

Porto Côvo

Hoje passei na praia da Leirosa
As nuvens tapavam o sol brilhante
Uma gaivota caminhava no areal silenciosa
A espuma deslizava como uma bela caminhante.

Junto ao paredão cruzei os braços
Olhei o azul revolto e longo do mar
Pensei nas minhas letras e os seus traços
Hoje escrevo para ti que me vens visitar.

Não sei quem és não te conheço
Sei que me deixas os mais belos escritos
Pergunto ao molhe se os mereço
Os teus comentários tão bonitos.

As tuas palavras chegam á minha imaginação
Eu e ela sabemos que não temos cura
Viveremos até que queira o coração
Lendo o que nos deixas com ternura.

Sozinho escrevo palavras para a maresia
Um romance impossível como abraçar o mar
Este é um poema que deixo á Maria
E um abraço no teu doce olhar.

4 comentários:

mfc disse...

Um lindo poema junto ao mar, que é sempre uma boa companhia inpiradora.

Anônimo disse...

Nem sei o que te diga Juda...tiveste o condão de me deixar sem palavras. Tu...um poema para mim? Realmente n sei o que dizer...como tal fica escrito*** Poderia dizer-te o que te tenho dito tantas e tantas vezes em comentários anteriores...mas penso se vale a pena. Sinto as tuas palavras muita das vezes como minhas, em sentimentos que não são os meus... imagino-as como sempre imaginei quando venho "á Leirosa" a "São Pedro de Moel", ou quando bebes um Delta (não há cheirinho igual, verdade?)...imagino, cenários, imagino rostos, cabelos ao vento e até me ponho a imaginar a tua amada...Eu que um dia imaginei, que escrevias os teus poemas com vista para o mar enquanto fumavas cachimbo (vá-se lá saber porque)...sou e assumo fã incondicional do que escreves, de toda a imagem criada em volta d´o Sal da nossa pele, que é como um dia disseste (num comentário), um pouco meu...Admiro a beleza dos escritos, admiro a beleza das escolhas da música e imagens...admiro que de uma frase ou palavra se faça um poema, nem todos nós conseguimos e tu consegues como ninguém. É uma honra para mim e realmente um poema dedicado á minha pessoa compensa todos os comentários que não deixas no meu blog (como é obvio os meus rabiscos em nada se comparam aos teus poemas)...Chega...ainda acabo por me repetir...OBRIGADA. OBRIGA Juda...de coração, e obrigada por neste momento que atravesso me levares a sentar nesse banquinho onde tantas tantas vezes tenho desabafado com o mar...ele não nos falha NUNCA. Como sempre assino um beijo n´oteudoceolhar ****

Maria disse...

E eu tinha-me perdido de ti!
Ainda bem que me encontraste, agora já não me escapas...

Vou ler-te por aqui!

Um abraço
(que bom voltar a ler-te...)

Gui disse...

O mar, sempre o mar como fonte inspiradora. Um belo poema com cheiro a maresia. O que poderemos querer mais?