domingo, 10 de janeiro de 2010

"Amo-te eternamente"

Passeei hoje contigo no pensamento
Escrevendo na praia letras das madrugadas
Nas ruas andavas por ali no meu passo lento
Na alma, és das minhas mulheres a mais amada.

O sol que era tímido entre a ventania
Deixava que o horizonte fosse o meu olhar
O meu coração tinha o frio que sentia
As minhas lágrimas era eu por ti a chamar.

No regresso que fiz entre moradias e pinhais
Olhei lembranças que me fazem recordar
Momentos lindos de estrelas ancestrais
Onde sonho voltar para te amar.

Cheguei onde a vida joga a sorte
Ali reconheço o seu valor
O meu ser eterno é a morte
Em letras deixo o meu amor.

Estanquei surpreso e li:
Amo-te eternamente.
Chorei, que emoção senti
O eterno não está presente.

5 comentários:

f disse...

identifico-me com este poema, amo em segredo alguem que nao posso amar...mas sinto que a ele estou ligada, é como se estivesse sempre com ele a meu lado... uma brisa é como que sentir os seus labios a sussurrarem ao meu ouvido fazendo os fios de cabelo esvoaçarem de taanto desejo que por ele sinto....

são lindos os seus poemas, trazem-me muita paz como alguem me chamou.... "Flor Brava"

Anônimo disse...

É triste nunca ouvir essas palavras.

Leio este poema e recordo que nunca as ouvi, e já vivi uma grande paixão que nunca terminou porque um amor eterno não se esquece.

Anônimo disse...

O ETERNO NÃO ESTAVA AQUI...
Se ele soubesse!Ah, se ele soubesse!
Mas se soubesse de q adiantaria?O q mudaria?Não acredito na convergência de nossos pontos...Ele o rei, eu a plebéia...o mundo dele de beleza e forma, eu já assim, de um tempo passado.
Cada um com sua sorte.E sua lágrima.

Anônimo disse...

O ETERNO NÃO ESTAVA AQUI...
Se ele soubesse!Ah, se ele soubesse!
Mas se soubesse de q adiantaria?O q mudaria?Não acredito na convergência de nossos pontos...Ele o rei, eu a plebéia...o mundo dele de beleza e forma, eu já assim, de um tempo passado.
Cada um com sua sorte.E sua lágrima.

Anônimo disse...

cara f:
parece-me que o poema fala de alguém que partiu, não de um amor escondido...
às vezes esquecemo-nos que se nos escondemos é porque não devíamos sequer aparecer. Muito menos rasteirar a vida de terceiros.
Já agora, quando citar passagens deste belíssimo blogue, convém pelo menos que respeite o autor e escreva de onde as retirou.